Alfa-fetoproteína

Material:

Sangue.

Condições para realização do exame:

Jejum não obrigatório.

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A alfa-fetoproteína é uma importante glicoproteína do plasma fetal encontrada na região alfa-1 na eletroforese. Níveis muito baixos são normais em adultos (não grávidas). Está aumentada no carcinoma hepatocelular, carcinoma embrionário, teratocarcinoma, coriocarcinoma e monitora a terapia antineoplásica. Alfa-fetoproteína elevada no soro materno, colhido entre 16º e 18º semanas detectam defeitos do tubo neural (ex: spina bífida) em um grande número de acometidos, mas não em todos os casos. Com algumas anormalidades cromossômicas (Síndrome de Down [trissomia 21] e Síndrome de Edwards [trissomia 18]) é, relativamente, baixo no soro materno. Uma das causas mais comuns para um resultado anormal é a não correção, do valor encontrado, pela idade gestacional. Assim, a confirmação da idade gestacional pelo ultra-som é desejável. A alfa-fetoproteína não é tão sensível para a detecção de espinha bífida no terceiro trimestre. A alfa-fetoproteína no líquido amniótico é realizado após o rastreio materno positivo, mas pode ser realizada quando a história materna ou familiar é positiva para defeito no tubo neural. A predição do defeito do tubo neural pode ser aferida mais precisamente com a dosagem da alfa-fetoproteína no líquido amniótico do que no soro.